Fratura da perna ( tíbia e fíbula ) – tratamento cirúrgico

Abaixo mostro um caso que atendemos esta semana . Trata-se de uma senhora de 65 anos que teve um entorse do tornozelo , evoluindo com muita dor , deformidade na região da perna e incapacidade de apoiar este membro no chão. A radiografia abaixo ilustra o diagnóstico : uma fratura dos  ossos da perna , incluindo a tíbia (maior desvio)  e a fíbula ( menor desvio ) . Discutimos as opções de tratamento ( gesso ou  cirurgia ) e optamos pelo tratamento cirúrgico , consentido pela paciente e sua família .

Fratura com desvio da tíbia ( osso maior ) e da fíbula ( praticamente sem desvio)

A cirurgia realizada consistiu na  redução da fratura da tíbia ( correção da deformidade e alinhamento dos fragmentos ) e estabilização das fraturas com 2 tipos de materiais :

– na tíbia : haste intra-medular bloqueada , que é um pino que fica dentro do canal medular ( espaço interno dos ossos longos ). É introduzida na região do joelho , abaixo da patela e é bloqueada com parafuso acima e abaixo da fratura ;

– na fíbula: placa tipo ponte  , com parafusos.

A radiografia pós-operatória pode ser vista abaixo :

tíbia alinhada com haste intramedular e fíbula com placa ponte

A cirurgia garante uma chance aumentada de consolidação óssea numa boa posição , permite uma descarga de peso mais precoce , além de ser mais confortável , evitando o uso de um gesso longo e pesado por um período prolongado. Apresenta , por outro lado , a chance de infecção pós-operatória , complicações anestésicas e um custo mais alto do tratamento . Além disso, demanda um conhecimento especializado e experiência do cirurgião ( existem muitas cirurgias mal realizadas e os resultados podem ser catastróficos ! )   . São estas as ponderações que devem ser colocadas diante de um caso como este . E o médico , junto com o paciente, decidirão o que fazer.

Anúncios

Paciente politraumatizado – fratura de fêmur , clavícula , joelho e costelas

Atendi um paciente de 49 anos , homem , que foi vítima de um acidente automobilístico nas ruas de São Paulo . Estava na posição de carona e o carro foi atingido lateralmente por um ônibus. Além dos achados que descreverei a seguir , um fato daria um contorno mais difícil a este caso : o paciente já fora vítima de outro acidente há mais de 20 anos e na ocasião foi submetido a uma amputação da perna , abaixo do joelho .

Os achados ortopédicos incluiam : fratura do fêmur direito , fratura do joelho direito , fratura da clavícula esquerda e fratura de costelas do lado esquerdo . Diante disto , decidimos pela estabilização das fraturas acima ,com exceção das costelas , que deverão consolidar naturalmente com o tempo . Usamos placas e parafusos na clavícula e no joelho e uma haste intra-medular no fêmur .Em relação ao pós-operatório , que ainda está no início , daremos atenção especial a fisioterapia para o joelho e o fêmur e que o paciente consiga sentar o mais precocemente possível . Não permitiremos a caminhada antes de 1,5 mês , porque houve a fratura da clavícula e o paciente não poderá usar nem andador e nem muletas e ainda usa uma prótese na perna esquerda . Abaixo coloca as radiografias pré e pós operatórias.

fratura da clavícula depois da cirurgia

fratura da clavícula antes da cirurgia

fratura do fêmur depois da cirurgia

fratura do fêmur antes da cirurgia

fratura do joelho antes da cirurgia

fratura do joelho depois da cirurgia